C a s c a i s 75
O primeiro dia do resto da nossa vida ...

fevereiro 25, 2005
  Set for "The Lamb Tour"  

Phill Collins drum set for "The Lamb Tour"



Steve Hackett guitars set for "The Lamb Tour"

 

fevereiro 21, 2005
  O resto – como diria Ringo Starr - "é história"!  

Nesse dia 7 de Março, fui violentamente acordado pelo meu primo, às 11 da manhã. Ele tinha ido ao primeiro dia, e ficou tão doido que quis ir ao segundo, mesmo sem bilhete – o que acabou por conseguir.

Depois de uma passagem pelo Liceu Camões, para reunir o bando (sem raparigas...) fomos logo para Cascais! Aliás passou a ser assim, daí para o futuro, mas com raparigas...

Chegámos ao pavilhão às 14 horas e não arredámos pé. Eu tinha bilhete para a bancada, pois nesse tempo, os 120 escudos para a plateia (60 cêntimos actuais!) era muita massa. A meio da tarde ouviu-se um trovejar de bateria lá dentro. Foi a loucura. «É o Phil Collins!». Nunca se soube. Provávelmente seria apenas um dos roadies a fazer correcções de som. A certa altura, um dos portões entreabriu-se e deu para espreitar pela nesga. O palco era bastante alto, e nesse breve segundo deu para ver que a bateria – enorme, muito mais artilhada que um kit convencional – era de madeira amarelada. Nada mais.

Formou-se uma enorme bicha pouco depois das cinco da tarde. Às 19h abriram as cancelas. Como estávamos bem colocados, percipitámo-nos para uns "lugares pré-marcados" já nossos conhecidos dos festivais de jazz – o tecto das cabines de som/tribunas – encostados aos varões, com vista privilegiada (mas não estereofónica; isso era só para os endinheirados da plateia) do palco, que na altura era considerado gigantesco! E ali ficámos a contemplar o nosso altar. Uma das coisas que parece ridícula vista de 2005 é que "as colunas de som são quase maiores que um homem!" - uma loucura! Aliás, os jornais da época acesos pelo "período revolucionário em curso" cascaram naquilo sem piedade com opiniões do tipo "A electrónica ao serviço da alienação da juventude!", e uma frase que nunca esqueci: "Até a bateria tinha microfones!" (Hoje em dia, até numa salita pequena, como o Santiago Alquimista, a bateria é amplificada) Na altura isso era considerado abominável! Quem escreveu isso não frequentava os festivais de jazz. É claro que a bateria tem que ter microfones num espaço daqueles! Só que desta vez tratava-se de rock "sem vassouras", eventualmente mais "violento". Aliás, logo a seguir ao primeiro "lies down", deu para conferir que fora o anjo Gabriel, "o baterista era espectacular!"

Ali ficámos um par de horas, a ver o pavilhão encher como nunca. De vez em quando, um roadie no palco a colocar alguma guitarra, causava algazarra em toda a sala. Já perto da hora, deu para perceber que estava tanta gente lá fora como a que estava lá dentro. Filas de homens a suar tentavam conter a pressão nos portões recorrendo a enormes traves. O ambiente estava ao rubro. Cheirava a erva em toda a parte. Aliás, calcula-se que o consumo desse "perigosíssimo produto estupefaciente", tenha ultrapassado os quatro kilos, nos dois dias! (quanto a mim, nunca menos de dez!)

O concerto já estaria prestes a começar, e os técnicos já estavam a postos nas mesas de controlo, quando homens, traves e portões cederam. O formigueiro de gente que entrou (no meio das quais andaria o meu primo) era só comparável a um líquido que penetra em todas as frechas dum espaço "vazio", e foi uma demência! A gritaria dos que entravam triunfantes e dos que esperavam ansiosos era infernal. E para tentar pôr um pouco de ordem naquele mar de gente, os operacionais do COPCON começaram a fazer disparos para o ar. E foi justamente nessa altura de caos psicodélico que os ingleses, com a pontualidade do Big Ben apagaram as luzes. O concerto começou! São eles, lá em baixo! O resto – como diria Ringo Starr - "é história"!

P.S. Foi o delírio total, e a música mal se ouvia. "Fly on a windshield" positivamente não se ouviu, e o grupo, porventura ouvindo-se mal, no meio daquela algazarra, muitas vezes pediu aos microfones «Ssshhhhhh...».

Gimba

 
fevereiro 18, 2005
  Informações sobre o Almoço  

ALMOÇO

DIA 6 DE MARCAÇÃO DE 2005, 13H

CENTRO CULTURAL DE CASCAIS
Av. Rei Humberto II de Itália, S/N
2750-641 Cascais
Tel.: 21 484 89 00
PREÇO: 30€


MARCAÇÕES PARA
210 807 141 [EXTRAMUROS[,

OU PARA O TM. 91 877 07 57

PAGAMENTO
Hipótese 1: Transferência bancaria para NIB 0033 00000 10 91 780 557 10
[TRAZER COMPROVATIVO NO DIA]

Hipótese 2: Envio de cheque para Rua da Bela vista 110, 4º A2825-111 Monte de Caparica

DATA LIMITE DAS MARCAÇÕES
4 DE MARÇO DE 2005
 
fevereiro 16, 2005
  Foi o meu primeiro concerto  

Foi o meu primeiro concerto. Luzes, tinha-as de «Selling England By The Pound», disco anterior que primas mais velhas tinham trazido de Inglaterra. Acompanhantes tinha o meu irmão mais velho e os meus pais. Tinha 8 anos a fazer nove um mês depois.

Vi o concerto às cavalitas de um freak que pegou em mim quando toda a gente se pôs em pé em cima das cadeiras, na plateia. Fomos no primeiro dia e ainda bem porque no segundo a Copcon apareceu sem ser convidada...

Esse espectáculo mudou a minha vida, e indicou-me uma opção profissional alternativa. Embora estranhasse o facto de Steve Hackett tocar sentado, as imagens do concerto que ficaram são muito fortes: o cone iluminado de «The Carpet Crawl», o duplo (manequim) de Gabriel/Rael em cantos opostos do palco, «The Light Lies Down...» com Gabriel a exibir o colorido interior do seu manto...

A partir daí fui a todos os concertos seguintes no Pavilhão de Cascais, mesmo de grupos que não conhecia na altura, como os Amon Dull II e os Pulsar... O ritual fascinava-me, e chegava a ir horas antes para a fila e depois regressar com histórias de investidas policiais para contar.

Engraçado como já na altura o Jorge Lima Barreto se referia aos Genesis como pop...

M.Angelo

 
fevereiro 14, 2005
   

Programa do Evento
(clicar em cima para ver)

(i) INTRO and the lamb


(ii) Objectivos


(iii) Programa


- Almoço-Encontro
- Revista-Cais
- DVD-Documentário

 
fevereiro 11, 2005
  Tenho para contar aos filhos e aos netos, aliás, a minha filha já ouve Genesis.  

Tinha então 17 anos. O Verão quente avançava vertiginosamente. A fazer o 7º ano no D. Pedro V, em Lisboa, a confusão era mais que muita. Ouvia-se e tocava-se furiosamente rock progressivo. Os Genesis, claro, eram uma das referências. O LLDOB, obviamente, circulava intensamente.

Resolvo levar o meu irmão, um puto de 12 anos ao concerto. Fomos no segundo dia, também, o dia de The Musical Box. Não irei descrever o concerto, já perfeitamente retratado por outros. Direi que, como todos, começámos sentados, depois de pé, depois de pé nos assentos das cadeiras e, no fim, sobre as costas das cadeiras e eu, em equilíbrio precário, a aguentar o meu irmão no ar nesta pose. Ainda consegui, no meio de tudo isto, estoirar um rolo inteiro de slides, dos quais muito poucos ficaram visíveis (e, mesmo assim, mal), apesar do Ektachrome 250 "puxado" para 500 ASA. Por sorte estávamos bem situados, ligeiramente à esquerda e muito à frente, o que nos deu uma visão gloriosa de todo o espectáculo.

Obviamente nunca mais fomos os mesmos. E o puto de 12 anos, hoje com 42, foi quem me pôs na pista deste blogue. A 6 de Março lá estaremos.

Armando Brito de Sá



Eu estive lá, com 12 anos de idade, às cavalitas do meu irmão Armando, que teve a feliz iniciativa de me levar.

Com chaimites e polícia cá fora, tipos guedelhudos e oleosos, tal como eram as coisas em 1975, sentia-se adrenalina e ventos de mudança no ar. A malta estava ávida de coisas diferentes e de beber, até ao último trago, tudo aquilo que raramente atravessava a fronteira.

Mas este grupo era, de facto, diferente: tinha força e jorrava emoções que mexiam connosco.

Estive na segunda noite, a do Musical Box, no encore. Now, now, now, now, now...ainda me arrepio, só de pensar. Por incrível que pareça, o Peter Gabriel olhou-me, a certa altura, fixamente, por uns segundos, pois eu estava muito próximo do palco, elevado às costas do meu irmão, e deve ter pensado "o que faz este puto aqui...". Nunca esqueci essa imagem, pois tinha os olhos azuis vivos, realçados por tinta preta, na sua representação de Rael.

Essa noite marcou-me, definitivamente. Estes fulanos entraram nas nossas vidas, graças ao seu talento inigualável, e ainda hoje sou surpreendido, cada vez que ouço em qualquer disco. Por mais voltas que dê, e escuto muita coisa diferente, volto sempre às origens...

Tenho para contar aos filhos e aos netos, aliás, a minha filha já ouve Genesis.

Carlos Brito de Sá, 42 anos

 
fevereiro 09, 2005
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Dias 6 e 7 de Março de 2005 passam trinta anos sobre o duplo concerto dos Genesis, em Cascais. 20 000 pessoas, em dois dias, assistiram a um acontecimento histórico que marcou uma geração de jovens que vieram de todo o país para assistir ao primeiro grande espectáculo de rock realizado em Portugal.

Para celebrar este momento único da música e da cultura vamos reunir-nos de novo.

Até lá, envia um testemunho, uma memória... para este blog.

Até Março de 2005

P'la Comissão de organização
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