C a s c a i s 75
O primeiro dia do resto da nossa vida ...

fevereiro 11, 2005
  Tenho para contar aos filhos e aos netos, aliás, a minha filha já ouve Genesis.
Comentarios:
Armando,longe vão os tempos da Faculdade e mais ainda os nossos improváveis 17 anos.Hoje,quando vejo o velhinho Peter Gabriel,de sábia barba branca é que disso tomo plena conscieñcia.Os tempos são outros e nós, também.Fica aquele perfume de magia,daquela época em que não existia o Harry Potter e tudo parecia mais simples. Um abraço
 
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Tinha então 17 anos. O Verão quente avançava vertiginosamente. A fazer o 7º ano no D. Pedro V, em Lisboa, a confusão era mais que muita. Ouvia-se e tocava-se furiosamente rock progressivo. Os Genesis, claro, eram uma das referências. O LLDOB, obviamente, circulava intensamente.

Resolvo levar o meu irmão, um puto de 12 anos ao concerto. Fomos no segundo dia, também, o dia de The Musical Box. Não irei descrever o concerto, já perfeitamente retratado por outros. Direi que, como todos, começámos sentados, depois de pé, depois de pé nos assentos das cadeiras e, no fim, sobre as costas das cadeiras e eu, em equilíbrio precário, a aguentar o meu irmão no ar nesta pose. Ainda consegui, no meio de tudo isto, estoirar um rolo inteiro de slides, dos quais muito poucos ficaram visíveis (e, mesmo assim, mal), apesar do Ektachrome 250 "puxado" para 500 ASA. Por sorte estávamos bem situados, ligeiramente à esquerda e muito à frente, o que nos deu uma visão gloriosa de todo o espectáculo.

Obviamente nunca mais fomos os mesmos. E o puto de 12 anos, hoje com 42, foi quem me pôs na pista deste blogue. A 6 de Março lá estaremos.

Armando Brito de Sá



Eu estive lá, com 12 anos de idade, às cavalitas do meu irmão Armando, que teve a feliz iniciativa de me levar.

Com chaimites e polícia cá fora, tipos guedelhudos e oleosos, tal como eram as coisas em 1975, sentia-se adrenalina e ventos de mudança no ar. A malta estava ávida de coisas diferentes e de beber, até ao último trago, tudo aquilo que raramente atravessava a fronteira.

Mas este grupo era, de facto, diferente: tinha força e jorrava emoções que mexiam connosco.

Estive na segunda noite, a do Musical Box, no encore. Now, now, now, now, now...ainda me arrepio, só de pensar. Por incrível que pareça, o Peter Gabriel olhou-me, a certa altura, fixamente, por uns segundos, pois eu estava muito próximo do palco, elevado às costas do meu irmão, e deve ter pensado "o que faz este puto aqui...". Nunca esqueci essa imagem, pois tinha os olhos azuis vivos, realçados por tinta preta, na sua representação de Rael.

Essa noite marcou-me, definitivamente. Estes fulanos entraram nas nossas vidas, graças ao seu talento inigualável, e ainda hoje sou surpreendido, cada vez que ouço em qualquer disco. Por mais voltas que dê, e escuto muita coisa diferente, volto sempre às origens...

Tenho para contar aos filhos e aos netos, aliás, a minha filha já ouve Genesis.

Carlos Brito de Sá, 42 anos

 


 

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Dias 6 e 7 de Março de 2005 passam trinta anos sobre o duplo concerto dos Genesis, em Cascais. 20 000 pessoas, em dois dias, assistiram a um acontecimento histórico que marcou uma geração de jovens que vieram de todo o país para assistir ao primeiro grande espectáculo de rock realizado em Portugal.

Para celebrar este momento único da música e da cultura vamos reunir-nos de novo.

Até lá, envia um testemunho, uma memória... para este blog.

Até Março de 2005

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